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CDPP: SUA FILOSOFIA E SEUS
OBJETIVOS
O
CDPP (Centro
de Defesa Pessoal Policial) é um órgão do Instituto
Sul-brasileiro de Aikido. Um de seus objetivos é oferecer à
comunidade de Segurança Pública, treinamento em técnicas
inspiradas basicamente no AIKIDO, sendo assim um
AIKIDO POLICIAL, para que esta
desempenhe suas atividades com segurança e eficiência, com
enfoque especial para o uso legítimo da força. Baseando-se nos
princípios da legalidade, da proporcionalidade e da utilização
racional dos meios e das técnicas disponíveis para se defender,
o agente desenvolve autoconfiança para solucionar os conflitos
do dia-a-dia sem fazer uso excessivo de força.
Dessa forma,
é possível preservar a integridade física de todos os
envolvidos, mantendo a segurança do próprio agente, assim como a
da pessoa a ser presa ou conduzida. O emprego de tais técnicas
oferece, portanto, condições de segurança ao agente e diminui a
possibilidade de ocorrência de processos por exagero no uso da
força no cumprimento de seu dever.
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A filosofia do
CDPP não se trata de simplesmente
importar técnicas e formas usadas em outros países, mas de
utilizar um método de treinamento de defesa pessoal
idealizado e desenvolvido em conjunto, por meio da sinergia
entre seus idealizadores, Roque Cruz Vargas Filho ( Vargas
Sensei ), 5° Dan em Aikido, grau máximo no Rio Grande do
Sul, com uma experiência de 18 anos em Aikido e ensino de
Defesa Pessoal Policial e mais de 43 anos de prática e
ensino em outras artes marciais, e o 1º Sgt. PM Alexandre
Riét, 2º Dan em Taekwondo, com mais de 20 anos de prática em
artes marciais, além de atuar como instrutor de defesa
pessoal da Brigada Militar. |
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A profissão policial é uma
atividade de alto risco que se destina a assegurar que todos os
cidadãos tenham seus direitos fundamentais e constitucionais
garantidos e protegidos. Porém, para assegurar tais direitos,
não raras vezes o policial se vê obrigado a fazer uso da força
para defender-se ou defender outros de agressões injustas. Ao se
defender de tais agressões, o cidadão pode defender-se da
maneira que puder. O policial, contudo, deve defender-se e,
ainda assim, fazer todo o possível para minimizar os danos e as
lesões corporais causados em decorrência de sua ação legal, sob
pena de responder criminalmente pelo excesso cometido.
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Visando atender às necessidades e dificuldades dos policiais
brasileiros, o CDPP uniu a
experiência de seus mentores, desenvolvendo um método de
treinamento que dá um enfoque diferenciado ao uso da força legal
pelo policial. Houve um tempo em que o papel da polícia era
puramente repressor e a violência era a marca registrada dos
órgãos policiais. Hoje, mais do que nunca, caminhamos em direção
a um policial cidadão, participando ativamente na solução dos
problemas da sociedade e defendendo a negociação e o
entendimento como medidas preliminares em qualquer conflito.
Neste contexto, é contraproducente que o policial dê início a
qualquer tipo de agressão, especialmente, a física.
A Defesa Pessoal Policial, como o próprio nome já diz, é uma
disciplina defensiva de uso da força, o que por si só já
doutrina o policial a reagir à agressão sofrida, e não dar
início à agressão como meio de intimidar ou subjugar quem se
encontre em delito. Entretanto, ao mesmo tempo ela incorpora um
conceito milenar que o Aikido traz para a nossa realidade: “A
defesa da agressão inicia-se antes que esta se concretize”.
Desenvolvemos técnicas baseadas em Aikido extremamente
eficientes e seguras, educando o policial a estar sempre
preparado, para que ele possa, através de treinamento, melhorar
a sua capacidade de antever e prever uma situação de risco ou
agressão e, a partir desta agressão, traçar um plano de ação que
fará com que o policial use a força do agressor contra ele
mesmo. Isso dá mais legitimidade à ação policial, pois quem vê a
cena percebe que o policial apenas reagiu na mesma proporção em
que foi agredido e, assim que dominou o agressor, também parou
de fazer uso da força. |
Um diferencial muito importante a ser salientado é que a Defesa
Pessoal Policial, assim como em um jogo de xadrez, condiciona o
policial a criar condições de ser bem-sucedido em sua ação, pois
desde o primeiro contato físico ele já possui noção da
finalização que vai dar à técnica, ou seja, na primeira ação ele
já está ciente do que vai fazer nas próximas. Como no Aikido as
finalizações do agressor são, na maior parte, em decúbito
Ventral, o policial também já se condiciona a fazer uso da
algema como ato contínuo, aumentando significativamente a
segurança do agente. “O que se pratica em um treinamento é o que
será feito na situação real”: este é o entendimento de todos os
grandes doutrinadores de técnica operacional policial. Partindo
deste conceito, entendemos que se o policial tem como
treinamento e, conseqüentemente, como primeira resposta golpes
contundentes, como chutes, socos enforcamentos e golpes de
bastão, é exatamente isso o que ele vai fazer durante uma
ocorrência.
Nossa proposta é conscientizar o policial de que tudo é defesa
pessoal, desde a atitude mental que ele mantém enquanto está na
viatura, como ele anda na via pública, a maneira como ele se
aproxima de um suspeito, a maneira como ele e sua guarnição
realizam a abordagem e busca pessoal ou, ainda, como empunha,
conduz e utiliza seu armamento e equipamento de proteção, como
efetua a prisão mediante uso de algemas e como conduz a pessoa
presa até seu encaminhamento previsto. Tudo isto e todo e
qualquer ato policial devem estar baseados, calcados,
alicerçados sobre uma atitude de defesa pessoal, de segurança
pessoal. Todas estas fases fazem parte de um todo que deve ser
observado e levado a sério, pois apesar de parecerem técnicas
independentes, estão todas interligadas. Portanto, há a
necessidade de um treinamento integrado e seqüencial.
Veja abaixo fotos dos treinos:
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